Durante a minha trajetória até o doutorado em Antropologia, presenciei inúmeros trabalhos acadêmicos excepcionais (entre teses, dissertações e artigos) acabarem esquecidos nos repositórios das universidades, transformando-se em verdadeiros "arquivos mortos".
A academia brasileira gera análises empíricas profundas sobre os grandes problemas do país, mas a própria engrenagem institucional falha no estágio mais crítico: a circulação. Afinal, uma pesquisa científica só cumpre o seu propósito quando alcança o leitor.
O sistema convencional de publicações acadêmicas e comerciais frequentemente impõe obstáculos difíceis de transpor.
Todos os anos, estudos cruciais acabam bloqueados por paywalls (cobranças de acesso), enredados em burocracias que atrasam as discussões em anos ou simplesmente ficam restritos às mesmas bolhas de especialistas.
Foi a partir desse incômodo que estruturei o modelo da Muta Editora de publicação compartilhada como coletânea, com baixo custo e acesso aberto (Open Access). O foco operacional é resgatar essas investigações que já passaram pelo crivo exigente de bancas e conselhos acadêmicos.
O trabalho da editora é converter essa produção em obras com alto rigor formal e indexação adequada, garantindo que cheguem à sociedade livre de barreiras, ao mesmo tempo promovendo o nome do pesquisador nos circulos de leitura fora do ambiente formal da academia.
Neste momento, estamos com a captação aberta para o nosso ciclo editorial 2026.2. Buscamos pesquisadores, docentes e grupos de pesquisa para integrar a coletânea "Estado, soberania e desigualdades: os desafios do Brasil contemporâneo".
Clique aqui para saber todos os detalhes e se inscrever.
Se você ou a sua equipe possuem pesquisas validadas que aprofundem o debate sobre dependência econômica, conflitos territoriais ou racismo estrutural, o convite está feito.
O prazo para envio das submissões se encerra no dia 19 de setembro.